Quem sou eu?

Meu nome é Luiz Caversan, sou jornalista e virginiano. Nasci na Zona Leste de São Paulo, vendi revistas usadas, engraxei sapatos, trabalhei na feira com minha mãe, comecei a ser repórter batendo perna pela cidade trabalhando de office-boy.

Resolvi estudar “comunicação” porque me encantei com o bordão do Chacrinha, bizarro personagem da televisão dos anos 70: “Quem não se comunica se estrumbica”. E como nós da ZL não gostamos de  estrumbicar, fui fazer contabilidade no colégio Camargo Aranha para levantar uns trocos, fiz estágio pelo CIEE, cursinho no Equipe e entrei sem méritos na Cásper Líbero. Já no terceiro semestre, arrumei uma boquinha de substituto de revisor no Estadão, ainda no tempo do linotipo. E aí tudo começou de verdade. No Estadão fui repórter de arte e cultura, editor-adjunto e editor da mesma área, muitos anos  antes do Caderno 2. Aprendi quase tudo de jornal ali, com velhos lobos da imprensa.

Depois de uma breve estrumbicada nos anos 80 produzindo bandas de rock (Ira!, Titãs, Ultraje, Voluntários etc.) fui parar na Folha, num bico chamado “cobertura de férias.” A Folha ainda não era “A” Folha, passou a ser na campanha das Diretas Já, e eu fui na onda, fiquei ali 21 anos fazendo de um tudo. De repórter substituto fui promovido primeiro a editor de Educação, depois vieram: Ilustrada, Política, Economia, Cotidiano, Fotografia, Suplementos, Cadernos Especiais, Primeira Página, Repórter Especial, Diretor da Sucursal do Rio (durante 10 anos), Secretário de Redação, Líder do Programa de Didatismo, Co-autor do Novo Manual da Redação.

Quando estava no Rio (anos 90), escrevia semanalmente na coluna Rio de Janeiro, revezando, luxo dos luxos, primeiro com Otto Lara Rezende, depois com Carlos Heitor Cony. Em julho de 2000, com a criação da Folha Online, passei a escrever uma coluna semanal no site do jornal, coluna esta que durou até o dia 16 de abril de 2016, quando nasceu este blog.

Desde que saí da redação da Folha em 2004 e fiquei só com a coluna, abracei o chamado mundo corporativo, trabalhando em uma grande agência da comunicação (Grupo Máquina) e em seguida tornando-me consultor de empresas e entidades de diversos setores da economia. Acho divertido fazer coaching e midia training e adoro um gerenciamento de crise…

Sou corintiano mas não brigo por isso, sou de centro-esquerda, agnóstico devoto de Santo Antônio, tenho uma filha e um neto que vivem no Canadá e uma namorada linda e generosa, com quem aprendo diariamente a conviver com minha ansiedade.

Acho a vida às vezes um porre, outras muito legal, por isso escrevo crônicas.